Quarta-feira, 25 de Agosto de 2010

AGULHETADAS (128)

UM ANO MAIS. MAIS UM ANO PERDIDO…

Diz a nossa história que neste dia, um punhado de homens honrados iniciaram uma caminhada que hoje somos os continuadores. Se os nossos fundadores fossem vivos corriam com este género de gente que temos a nos liderar pela força da espada, em duelos morais e competentes. Não o fariam de dia, porque a vergonha de anular uns quantos oportunistas não seria usada para os tornar mártires. Seriam, como todos os incompetentes, rapidamente esquecidos. Como tal não acontece, não há futuro. Não há esperança. O dia-a-dia traduz-se em fazer o menos possível para uns quantos continuarem a viver. Para a Associação uns ossitos. Ao longo do ano os almoços pagos davam para um lauto lanche para aqueles que não fazem parte da confraria. Aceitei o desafio, e neste dia memorável que recordamos de 1875, este poema, cantado e imortalizado pelo Zeca Afonso vem a propósito ou não vivêssemos por todo o lado o fenómeno vampiresco. Ao leitor que através do email bessapoeta*hotmail.com nos fez chegar o conteúdo, vamos propor para receber uma medalha. Cabem aos primatas da confraria escolher o género. Dia 29 já ficamos todos a saber. Acredito que há uma saída. Com este género de gente, concordo com o leitor, não temos possibilidades sequer de fazer nada, tal é o empenho de tudo fazerem para nada construírem para o futuro. Essa de quem vier atrás que feche a porta, faz-me lembrar os oportunistas. Concordo uma vez mais. É de oportunismo que se trata. Traições também. Obviamente não posso reproduzir tudo aquilo que me fez chegar. Má educação…NÃO

 

No céu cinzento sob o astro mudo
Batendo as asas pela noite calada
Vêm em bandos com pés veludo
Chupar o sangue fresco da manada
Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhes franqueia as portas à chegada
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
A toda a parte Chegam os vampiros
Poisam nos prédios poisam nas calçadas
Trazem no ventre despojos antigos
Mas nada os prende às vidas acabadas
São os mordomos do universo todo
Senhores à força mandadores sem lei
Enchem as tulhas bebem vinho novo
Dançam a ronda no pinhal do rei
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
No chão do medo tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos na noite abafada
Jazem nos fossos vítimas dum credo
E não se esgota o sangue da manada
Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhe franqueia as portas à chegada
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada

Quem quiser e souber pode perdoar....EU NÃO

publicado por portovoluntario às 17:08
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