Sábado, 3 de Julho de 2010

AGULHETADAS (89)

Recebi com pedido de publicação. Cara colega como pediu não divulgo o seu endereço de email. Confesso que não o tomo como verdadeiro e caso seja, desde que tenha interesse geral para nós todos, envie mais, e muito importante, não tão grande.

 

Corri ao mercado para comprar uns presentinhos, que não havia conseguido comprar antes.

Quando vi todas aquelas pessoas no mercado, comecei a reclamar comigo mesma:
Isto vai demorar a vida toda, e eu ainda tenho tantas coisas para fazer, outros lugares para ir…

Como gostaria de poder apenas deitar-me, dormir e só acordar após tudo isso.

Sem notar, fui andando até à secção de brinquedos, e lá eu comecei a bisbilhotar os preços, imaginando se as crianças realmente brincam com esses brinquedos tão caros.

Enquanto olhava a secção de brinquedos, notei num garoto com cerca de 5 anos pressionando uma boneca contra o peito.

Ele acarinhava o cabelo da boneca e olhava tão triste… fiquei tentando imaginar para quem seria aquela boneca que ele tanto apertava.

O menino virou-se para uma senhora próximo dele e disse:
Avó, você tem certeza que eu não tenho dinheiro suficiente para comprar esta boneca?

A senhora respondeu: Tu sabes que o seu dinheiro não é suficiente, meu querido!

E ela disse ao menino, que ele poderia ficar ali olhando os brinquedos por 5 minutos, enquanto ela iria ver outra coisa

O pequeno continuava a segurar a boneca nas suas mãos.

Finalmente eu comecei a andar em direcção ao garoto e perguntei-lhe para quem ele queria dar aquela boneca.

E ele respondeu-me:

Esta é a boneca que a minha irmã mais adorava, e queria muito receber.

Ela tinha a certeza que o meu pai lhe ia dar.

Eu disse: então não fiques tão preocupado, eu acho que ele vai dar a boneca à tua irmã.

Mas ele triste disse-me:

Não, o meu não poderá levar a boneca onde ela está agora.

Eu tenho que dar esta boneca para minha mãe; assim ela poderá dar a boneca à minha irmã, quando ela for lá.
Os olhos encheram-se de lágrimas enquanto falava: Sabe, a minha irmã teve que ir embora para sempre. O meu pai disse-me que a minha mãe também irá embora para perto dela em breve. Então eu pensei que a mamã poderia levar a boneca com ela e entregá-la à minha irmã.

Meu coração parou de bater.

Aquele garotinho olhou para mim e disse-me: Eu disse ao meu pai para dizer à minha mãe para não ir ainda.

Eu pedi-lhe que esperasse até eu voltar do mercado.

Depois ele mostrou-me uma foto muito bonita dele rindo, e disse-me:

Eu também quero que a mãe leve esta foto; assim ela também não se esquecerá de mim.

Eu gosto muito da minha mãe e gostaria que ela não tivesse que partir agora, mas o meu pai disse que ela tem que ir para ficar com a minha irmã. Ai ele ficou olhando para a boneca com os olhos tristes e muito quietinho.

Eu rapidamente procurei a minha carteira e peguei em algumas notas e disse para o garoto: E se nós contássemos novamente o teu dinheiro, só para termos a certeza de que tu tens o dinheiro para comprar a boneca?

Coloquei as minhas notas junto ao dinheiro dele, sem que ele se apercebesse, e começámos a contar o dinheiro.

Depois que contámos, o dinheiro iria dar para comprar a boneca e ainda teria troco.

E o garotinho disse: Obrigado Senhor por atender o meu pedido e me dar o dinheiro suficiente para comprar a boneca.

Aí ele olhou para mim e disse: "Ontem antes de dormir eu pedi a Deus que fizesse com que eu tivesse dinheiro suficiente para comprar a boneca, assim a minha mãe poderia levar a boneca.

Ele ouviu-me: eu também queria um pouco mais de dinheiro para comprar uma rosa branca para minha mãe, mas eu não quis abusar e pedir mais nada a Deus. Mas Ele deu-me dinheiro suficiente para comprar a boneca e a rosa branca. Você sabe minha senhora, a minha mãe adora rosas brancas.

Uns minutos depois, a avó do garoto voltou e eu fui embora sem ser notada.

Terminei as minhas compras num estado totalmente diferente do que havia começado.

Entretanto não conseguia tirar aquele garotinho do meu pensamento.

Então lembrei-me de uma notícia no jornal de dois ou três dias atrás, quando foi mencionado que um homem bêbado numa carrinha, bateu noutro carro e que no carro estavam uma jovem senhora e uma menina.

A criança faleceu logo no local do acidente e a mãe estava em estado grave no hospital. O que me fez mais notar e ler a notícia foi o facto da família ter pedido aos médicos para desligar as máquinas, uma vez que a jovem não sairia do estado de coma. E pensei, será que seria a família daquele garotinho?

Dois dias após meu encontro com o garotinho, eu li no jornal que a jovem senhora havia falecido.

Eu não pude conter-me e saí para comprar rosas brancas e fui ao funeral daquela jovem...

Ela estava segurando uma linda rosa branca nas suas mãos, juntamente com a foto do garotinho e com a boneca no seu peito. Eu deixei o local a chorar, sentindo que a minha vida tinha mudado para sempre.

O amor daquele garotinho pela mãe e irmã continua gravado na minha memória até hoje.

É difícil acreditar e imaginar que numa fracção de segundos, um bêbado tenha tirado tudo àquele pequeno garotinho. Porque escrevo este texto em tom de desabafo? Para, se possível, tocar em todos os corações que a leiam e depois talvez ajude aquelas pessoas que bebem e saem a conduzir alguma máquina pelas ruas a pensar um pouco mais e ajude a prevenir tantos acidentes que acontecem diariamente. Devemo-nos preocupar um pouco com as outras pessoas, antes de conduzir com álcool pelas ruas. Se no nosso grupo de amigos podermos pegar nas chaves daqueles que julgamos necessário, também cada um de nós poderá, quem sabe, salvar uma vida e até a nossa mesmo.

publicado por portovoluntario às 17:23
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Porque os pianos têm as teclas pretas e brancas?

Originalmente, as teclas pretas do piano eram feitas a partir de uma madeira escura e muito resistente, o ébano. As brancas eram de marfim, retirado das presas dos elefantes. Hoje, embora os pianos sejam feitos de materiais sintéticos, a aparência das matérias-primas originais foi mantida. O instrumento tem sua forma actual graças ao italiano Bartolomeu Crisofori, que em 1709, baptizou-o de “Pianoeforte”. O nome era uma

referência ao tipo de som que produzia: em italiano, piano significa suave, e forte quer dizer alto. A palavra pianoforte era muito longa e, com o tempo, evoluiu para a forma actual, mais curta.

Para ser pianista não é preciso saber tocar piano. Há muito pessoal que não sai do piano e continua a levar a vidinha, agora que as noites são mais quentes. Claro que ninguém se preocupa. Consegue-se pagar a pessoal que dorme. É uma boa casa a nossa, por isso eles dizem que se sacrificam muito. Ha ainda os mais pretos e os totalmente brancos. A especie a manter é a dos brancos e justifica muito suor para os ordenados. Autêntica luta de 24 horas, dia após dia. Há pessoal que não consegue comer para poder trabalhar tanto e dar muito mais de si. Novos mártires a caminhos.

publicado por portovoluntario às 09:23
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Sexta-feira, 2 de Julho de 2010

AGULHETADAS (88)

Todos nós podemos ser poetas,  doutores,  artistas, fotógrafos ou declamadores. Não é preciso geito, muito menos vocação. Basta ser oportunista, assim meio camaleão. 

 

Subi acima duma arvori

para ver se te via,

como não te vi,

desci-a

 

Atirê um limão rolando...

A tua porta parou...

Depois fiquei pensando...

Será que o cabrão se cansou???

 

Ê vi-te no tê jardim,

Andavas colhendo hortelã!

Ê ca gosto de ti,

E tu? Hãããã???

 

 

Subi a um ecaliptre

Com o tê retrato na mão

Desencaliptrê-me lá de cima

Malhê com os cornos no chão!!!

 

Perdi a minha caneta

Lá prós lados da várzea

Se lá fores e a vires....

"Trázea!.”

publicado por portovoluntario às 17:24
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Porque o número 1 tem esse formato, e os números 2 , 3 ,4 ,5 ,6 , 7, 8 e 9?

Embora sejam denominados arábicos, os algarismos que hoje utilizamos foram criados pelos hindus. Eles ficaram conhecidos como arábicos, pois foram os árabes que os trouxeram para o Ocidente, por volta do ano 770 d.C.. O formato deles foi traçado de modo que cada símbolo tenha uma quantidade de ângulos correspondente ao número que designa.

Estamos assim presos a vários ângulos para justificar algarismos conhecidos. Os números que não se conhecem são aqueles que devemos e que o mandante diz que é muito. Já se fala em novas figuras para assegurar a continuidade. Eles são nutricionistas, doutores, empresários de desinfecções, fadistas e até figuras conhecidas da nossa praça de viverem não se sabe de quê. Vamos ter um quartel novo, logo está a vidinha assegurada mais uns anitos.

publicado por portovoluntario às 09:46
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Quinta-feira, 1 de Julho de 2010

AGULHETADAS (87)

Imaginem a cena... o que ele faz para ser diferente. Já há fotos da figura com o Prémio Nobel recentemente falecido. Depois tem destes desvarios...pérolas
O miúdo estava a brincar no apartamento com um balão de festa de anos. Chutava para cá, chutava para lá, até que o balão acabou por entrar na casa de banho e foi cair justamente dentro da sanita. Sem saber o que fazer o miúdo espreitou lá para dentro, viu o balão molhado, ficou com nojo e deixou-o ali mesmo.
Pouco tempo depois o seu papa depois de fazer mais um doloroso dia de trabalho sem fazer nenhum, entrou apressado para se desocupar e sentou-se na sanita sem ver o balão. O almoço tinha sido muito pesado, e após ficar bem aliviado, olhou como era hábito, para dentro da sanita e ficou horrorizado com o espectáculo.
As suas fezes, muito moles, tinham coberto o balão e a impressão que se tinha era de um imenso, um absurdo, um gigantesco bolo fecal! Sem acreditar naquilo, começou a ficar muito branco, e dali mesmo ligou pelo telemóvel de serviço para um seu amigo que ás vezes quer ser médico no serviço dele:
- vidrinhos, acho que devo estar com algum problema sério! Enchi a sanita de produto fecal. Nunca vi tanta m….a assim na minha vida!.. Está quase a extravasar!
- Oh cambalhotas tem calma, pode ser muita coisa, tem calma, com certeza que estás a exagerar!
- Qual exagero, qual quê !!! Estou na casa de banho a olhar para este merdel todo agora! Isto é um absurdo! Nunca na minha vida vi disto e olha que já fiz muita. Hoje de manhã, nos bombeiros estive uma boa hora a fazer que fazia na casa de banho do terceiro andar e li uma parte do livro de José Saramago. Almocei de borla e muito. Vinha apertado. Agora aqui, fiz de facto e que quantidade. Sinto-me muito doente. Estou muito doente!
Não podes adoecer agora. Nem penses. O pessoal precisa de receber, e se não fores o primeiro a receber ninguém recebe, não podes ficar doente. Bem, eu já estava praticamente de saída aqui dos matutanos. Não estás muito longe. Aproveito e passo aí que é a caminho de minha casa!
O oferecido chega e vai directo ao amigo, que estava muito branco, à espera, à porta da casa de banho.
- Olá cambalhotas, hoje não fizeste nada como habitual né? Vamos lá ver isso que tu............ CÉUS!!! O que é isto??? Que é que tu comeste, criatura???
- Eu não disse?! Agora acreditas?!
- Isto é incrível!
- Então, será que tenho algum problema sério?!
- Olha, o melhor é levar uma amostra disto e mandar para análise!
O vidrinhos saca de uma pequena espátula e um frasco esterilizado de uma das suas algibeiras, e quando espeta o bolo para retirar uma amostra do material........BUMMM!!!! O balão estoura e voa merda para todo o lado!  Seguem-se instantes de absoluto silêncio.
Os dois que se dizem amigos até um dia, completamente borrados, olham-se.
Estupefacto, o matutano a limpar os óculos berra:  - P... que pariu isto !!!! Achava eu, que nestes anos de tinóní  já tinha visto de tudo, mas um peido com casca, NUNCA !!  

publicado por portovoluntario às 17:47
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Porque é comum os cofres serem retratados na forma de porco?

No século XVIII, as pessoas guardavam moedas em potes feitos com de argila chamada pygg. Certa vez, um ceramista não muito familiarizado com o assunto recebeu uma encomenda de algumas peças deste material e imaginou que o cliente queria compartimentos com aparência de pig (porco, em inglês). Assim nasceram os cofres em forma de porquinhos, hoje tradicionais em todo o mundo. Também nas aldeias alimentar um porco é fazer muito dinheiro quando há a matança nos períodos mais frios para assim conservarem a carne e fazerem os muito bons fumeiros. Os que nós temos são gordos e não dão nada a ninguém, muito menos servem de cofre, antes pelo contrário, tê-los por perto significa encargos. A pia continua a mesma, logo não há mudanças.

publicado por portovoluntario às 09:42
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